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Breve relato sobre a história de IndaiatubaJulho 5, 2009 on 7:55 pm | In Arquitetura | No CommentsO inÃcio da ocupação de Indaiatuba, como ocorre em muitas outras cidades, é povoado de mistérios e suposições. Uma história bastante difundida é a da existência de um povoado perto da foz do córrego Barnabé, chamado Votura, que teria sido abandonado após uma epidemia de varÃola, em meados do século XVIII. Outra história bastante divulgada diz respeito a uma capela em devoção a Nossa Senhora da Candelária, que teria sido criada e cuidada por José da Costa, também no século XVIII. É preciso dizer que essas duas histórias não têm nenhum registro nos textos do século XVIII sobre nosso povoado. Assim, não podemos considerá-las de fato como parte de nossa história, a não ser que surjam novos documentos que lancem luz sobre essas histórias. Infelizmente a história oral, para um perÃodo assim recuado no tempo, é de pouco ou nenhum auxÃlio. As pesquisas arqueológicas, que poderiam nos trazer novos dados sobre o local onde teria sido o povoado de Votura, ainda estão por serem feitas. Relataremos então, neste texto, apenas os fatos que se encontram de acordo com os documentos abrigados pelos diversos arquivos de São Paulo. O povoado de Indaiatuba foi primeiramente um dos bairros rurais da Vila de Itu, ponto de passagem de tropas nos caminhos para o sul e para as Minas de Cuiabá e Goiás. O arraial aparece como Indayatiba já nos registros do censo de 1768, com uma pequena população que vivia, sobretudo, de suas roças de milho e feijão. Esse arraial também é citado como Cocaes, por causa dos seus campos de palmeiras Indaiá. Nessa época o governo da ProvÃncia de São Paulo implementou uma vigorosa polÃtica de incentivo à produção de açúcar para exportação, e Indaiatuba viu crescer o número de seus engenhos de tal modo que, por volta de 1850, já não havia aqui um só córrego com queda suficiente para mover uma roda d’água que não tivesse já a sua “fábrica de fazer açúcar”. Em torno das fazendas de açúcar foram se fixando, desde o final do século XVIII, pessoas que viviam do comércio e da fabricação artesanal de produtos para os habitantes próximos. Mais tarde, na segunda metade do século XIX, o café substituiu o açúcar como principal produto de nossa agricultura de exportação. A história polÃtica de Indaiatuba inicia-se com a ereção de sua capela curada, através da doação de alguns imóveis feita à capela, por Pedro Gonçalves Meira, em 1813. Por esse gesto Pedro é considerado o fundador de nossa cidade. Ter sua capela curada possibilitou ao pequeno bairro ser o centro civil local, uma vez que, a partir daÃ, puderam ser feitos nessa igreja os batismos, casamentos e sepultamentos, tanto da população próxima como dos habitantes dos bairros rurais vizinhos. Um fato curioso é de que a primeira padroeira dessa capela foi Nossa Senhora da Conceição. Após a morte de Pedro, seu irmão Joaquim passou a cuidar dessa capela e, devoto de Nossa Senhora da Candelária, transformou-a em sua padroeira. Essa capela, ampliada e reformada, é a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Candelária. é uma das poucas igrejas construÃdas em taipa de pilão no interior de São Paulo ainda existentes, e um belo exemplo da arquitetura religiosa colonial paulista. Em nove de dezembro de 1830 Indaiatuba tornou-se, por decreto do Imperador, sede de uma das Freguesias da Vila de Itu, englobando também os bairros de Itaici, PiraÃ, Mato Dentro e Buru. Em 1835 havia na sede da Freguesia, Indaiatuba, 142 habitantes, em Mato Dentro eram 454, em Itaici 625 e, em Pirahy, 805 habitantes. Sua elevação à condição de Vila ocorreu em 24 de março de 1859. Com esse novo estatuto Indaiatuba ganha autonomia polÃtica em relação a Itu, passando a ter sua própria Câmara de Vereadores. A Câmara é, desde o perÃodo colonial até o final do Império, responsável pelo poder polÃtico local no Brasil. A função de Prefeito só passará a existir a partir da República. Em torno da Matriz foram sendo construÃdas as residências urbanas dos fazendeiros da Freguesia, hoje já demolidas, e em redor as casas de comerciantes, artesãos e trabalhadores livres. Com o final do Império, as funções públicas da Igreja desapareceram, e a cidade passou a contar com dois centros: um religioso, no Largo da Matriz, e um civil, no Largo da Cadeia, atualmente chamado de praça Prudente de Moraes. Nele se instalaram a Câmara, a Prefeitura e a Cadeia, em um prédio no centro da praça, demolido em 1962. Em 1873 foram inauguradas as estações de trem de Itaici e Pimenta, pontos da ferrovia que ligava Jundiaà a Itu. A primeira estação de trem na cidade foi construÃda em 1880, com verba da comunidade. O prédio principal dessa estação, hoje Museu Ferroviário, foi inaugurado em 1911. No Largo da Matriz funcionou também o primeiro grupo escolar da cidade, no inÃcio do século XX. Esse Grupo passou a chamar-se Randolfo Moreira Fernandes, em 1932, e em 1937 ganhou um prédio especialmente construÃdo para ele na praça Dom Pedro II, que hoje é sede da Secretaria da Cultura. A partir do final do século XIX Indaiatuba recebeu muitos imigrantes da SuÃça, Alemanha, Itália, Espanha e, já no século XX, imigrantes do Japão. Esses homens e mulheres dedicaram-se principalmente à agricultura, mas também ao comércio, à s oficinas e manufaturas. Com sua economia dividida entre a cultura de café e batata e algumas pequenas fábricas, a cidade cresceu pouco na primeira metade do século XX. Em 1950 havia 11.253 habitantes no municÃpio. Em 1964 eram 22.928. A partir daà o crescimento acelerou-se, baseado principalmente na expansão da indústria e de serviços. Em 1991 o censo registrou 92.700 pessoas, número que em 2000 saltou para 146.829, e continua crescendo. O projeto urbanÃstico da cidade inicia-se no século XIX, com um traçado quadriculado, feito “a cordel”, conforme a tradição racionalista já implantada nas cidades portuguesas desde o século XVIII. esse traçado mantém-se no centro histórico da cidade até hoje. Nos anos sessenta do século XX implantou-se um plano diretor assinado por Jorge Wilheim, que guiou ordenadamente a expansão urbana até a década de oitenta. Então, com seu crescimento acelerado por grandes ondas de migração, o projeto encontrou seu limite. Nesse momento o arquiteto e urbanista Ruy Ohtake apresentou à cidade um projeto ousado, que propunha o traçado do Parque Ecológico como principal vetor urbanÃstico para o crescimento futuro da cidade. Este projeto, que irá nortear a expansão urbana de Indaiatuba até os dias atuais, ligou a cidade antiga, hoje na zona norte, à recém criada zona sul da cidade, conhecida como Morada do Sol, criando uma bela paisagem urbana e ampliando sobremaneira a qualidade de vida de toda a comunidade. Texto: Adriana Carvalho Koyama Texto extraÃdo do site http://www.indaiatuba.sp.gov.br/cidade/historia Sombini Arquitetura - Arquiteta Isabel Fernanda Sombini - Escritório e empresa de arquitetura e urbanismo, Construção Civil - IndaiatubaJulho 5, 2009 on 7:53 pm | In Arquitetura | No CommentsVeja um texto informativo sobre construção civil extraido da Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.
Diferentemente das atividades próprias da indústria de transformação, na qual as matérias-primas são convertidas em produtos novos, as atividades construtivas ocupam-se basicamente da montagem e adaptação de produtos acabados ou semi-acabados. Construção civil ou indústria da Construção é a atividade econômica que tem por objetivo a execução de obras de arquitetura e/ou engenharia, utilizando principalmente produtos intermediários e finais originados de outros setores da economia. O desenvolvimento da indústria da Construção tem grande efeito sobre quase todos os setores da economia de um paÃs. Numerosas indústrias a suprem e, ao mesmo tempo, dela dependem para sua expansão. É extremamente importante seu papel nas economias regionais ou nacionais: de uma parte, como fonte de emprego de vastos efetivos de mão-de-obra, notadamente de trabalhadores não-especializados; de outra parte, como consumidora de enorme variedade de mercadorias produzidas nos mais diversos nÃveis tecnológicos (argila, areia, pedras, cal, tijolos, telhas, madeiras, esquadrias de madeira e metálicas, cimento, ferro e aço laminados, estruturas metálicas, azulejos e ladrilhos, louças sanitárias, asfalto). Histórico: Na Idade Média destacou-se a Construção de catedrais, que exigia intensa organização de esforços, para obtenção de mão-de-obra especializada, criação de novas técnicas, transporte de materiais e mobilização de grande número de operários. O transporte de materiais influÃa consideravelmente no custo da obra: as cargas de pedras, de madeira e de outras matérias-primas de Construção representavam parcelas importantes do comércio regional e internacional. Nos tempos atuais, os fatores estimulantes do desenvolvimento da Construção civil foram o aumento da população urbana e o crescimento da indústria. A abertura de canais e estradas, reclamados pela revolução industrial, multiplicou e transformou a atividade de Construção. Datam de então, na Europa, as empresas imobiliárias e também o aparecimento do empreiteiro de obras como figura central da Construção de rodovias e ferrovias. Durante a década de 1920 ergueram-se os primeiros arranha-céus com estrutura de aço que se tornaram sÃmbolos do progresso dos Estados Unidos e das megalópoles de todo o mundo. Às inovações em materiais e técnicas surgidas então juntaram-se outras nascidas após a primeira guerra mundial. O concreto armado revolucionou a técnica construtiva. As clássicas fachadas de pedra ou ladrilho foram substituÃdas pelas de vidro, aço inoxidável, alumÃnio, metais esmaltados etc. Tornou-se de uso corrente máquinas para desmontar, aplainar e secar o solo, preparar as estruturas, instalar tubulações ou realizar funções semelhantes. Especialmente em edifÃcios é hoje comum o uso de peças pré-fabricadas. Novos conceitos arquitetônicos de recuperação do terreno entre os pilotis ou colunas do pavimento térreo, permitindo seu aproveitamento como terraços e jardins suspensos, exigiram tipos diversos de impermeabilização à base de betume e feltro e de lâminas metálicas, em que materiais especializados e o isolamento térmico tomaram lugar destacado. Aspectos econômicos da Construção. A indústria da Construção civil congrega uma grande variedade de empresas, que se diferenciam tanto pelo porte como pela atividade que desempenham. Essa indústria compreende dois grandes setores: o imobiliário e o de infra-estrutura e engenharia pesada. Para fins de análise econômica, costuma-se decompor a indústria da Construção civil em cinco grandes segmentos: vias de transporte (rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e metrô); obras hidráulicas (principalmente hidrelétricas e obras de saneamento); edificações; obras e serviços especiais; e outras obras. O setor imobiliário reúne as empresas públicas e privadas ligadas ao segmento edificações, basicamente as construtoras. O setor de infra-estrutura e engenharia pesada compreende os outros quatro segmentos. Antes de se iniciar qualquer Construção é necessário tomar uma série de decisões, como escolha do local apropriado, planta da edificação, estudo da viabilidade econômica e cronograma. Todos esses elementos são importantes e nenhum pode ser considerado isoladamente. Um dos pontos cruciais consiste em saber a que uso a Construção se destina. No caso de edifÃcios comerciais e lojas de departamentos, supermercados etc., em geral há necessidade de prévios estudos de mercado. Em seguida procura-se determinar qual será a utilização geral do prédio e a de cada uma de suas áreas. No caso de um grande centro comercial, por exemplo, há áreas destinadas à s lojas, áreas de circulação, estacionamento, segurança etc. Um projeto de escola deve considerar a clientela potencial e as diversas áreas segundo sua ocupação: salas de aula, ginásio esportivo, biblioteca, cantina etc. A localização do imóvel é também da maior relevância. Nesse particular devem ser considerados o preço do terreno, os impostos e taxas que incidirão sobre o imóvel, disponibilidade de recursos próximos, abastecimento de água e luz, esgotos, facilidade de transporte, zoneamento de ocupação urbana (residencial, comercial ou industrial) e proximidade do mercado, em caso de edifÃcios comerciais. Um supermercado, por exemplo, precisa saber com segurança a que distância se localiza seu mercado potencial. Já num projeto de edifÃcio de escritórios, é importante determinar a que distância passam as principais linhas de transporte. À medida que se levantam esses dados, vão surgindo também as vantagens e desvantagens da localização, que, sopesadas, indicarão a localização mais, dentre as que estão em estudo. A finalidade do projeto de arquitetura é dar a melhor solução possÃvel dentro dos limites do orçamento de Construção. Nesse aspecto consideram-se a relação entre a área do terreno e a do imóvel, bem como a relação entre ocupantes e área construÃda. Em seguida é definida a planta geral e as plantas setoriais, nas quais se descreve e ilustra o lugar, os materiais a serem usados, a estrutura, o equipamento mecânico e até mesmo a mobÃlia. Aqui consideram-se os materiais estruturais — madeira, aço ou concreto — a localização e a capacidade do sistema de ar condicionado, os elevadores e escadas rolantes, a iluminação, o encanamento, o sistema acústico e as cores mais indicadas para pintura. Traçadas essas linhas mais gerais é preciso chegar a especificações mais precisas: qualidade e quantidade de material, dimensões de cada área, acabamento das paredes e do teto, portas e janelas, pontos de luz e equipamentos de cozinha, banheiro etc. Essas especificações são incorporadas ao contrato de Construção, entre outras razões porque isso facilita a contratação de serviços a terceiros, como a instalação de equipamentos especiais. Uma vez assinado o contrato, inicia-se a Construção, dentro de um cronograma de obra e de custos. Todo esse trabalho preliminar é capitaneado pelo arquiteto mas conta com a participação de diversos outros técnicos, como engenheiros mecânicos, especialistas em custos e técnicos em iluminação, refrigeração e acústica. Uma das primeiras fases da Construção é a preparação da documentação necessária e dos contratos entre as várias partes, a fim de garantir a conclusão da obra. A utilização dos materiais apropriados ao tipo de Construção — considerando-se as especificações técnicas do projeto e o orçamento disponÃvel — é de capital importância. Há os materiais ditos estruturais — os mais resistentes, em geral elaborados em elementos de grandes dimensões e destinados a suportar a armação do prédio –, e os que formam as paredes e tetos, as instalações hidráulicas e elétricas, o revestimento e o acabamento do prédio. No primeiro caso estão o cimento e o concreto armado, o aço e o ferro, os diversos tipos de pedra, areia, madeira etc. Todos esses materiais têm em comum a função de servir de suporte aos do segundo grupo. Estes são os tijolos e telhas, as esquadrias de madeira e alumÃnio, as louças sanitárias, o aço inoxidável, o couro, o latão, o chumbo, o vidro, os têxteis etc. Alguns desses materiais têm função de proteção e servem para assegurar a longevidade da Construção. Sombini Arquitetura - Arquiteta Isabel Fernanda Sombini - Escritório e empresa de arquitetura e urbanismo, |
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