|
||||||||||
|
|
Construção Civil - IndaiatubaJulho 5, 2009 on 7:53 pm | In Arquitetura |Veja um texto informativo sobre construção civil extraido da Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.
Diferentemente das atividades próprias da indústria de transformação, na qual as matérias-primas são convertidas em produtos novos, as atividades construtivas ocupam-se basicamente da montagem e adaptação de produtos acabados ou semi-acabados. Construção civil ou indústria da Construção é a atividade econômica que tem por objetivo a execução de obras de arquitetura e/ou engenharia, utilizando principalmente produtos intermediários e finais originados de outros setores da economia. O desenvolvimento da indústria da Construção tem grande efeito sobre quase todos os setores da economia de um paÃs. Numerosas indústrias a suprem e, ao mesmo tempo, dela dependem para sua expansão. É extremamente importante seu papel nas economias regionais ou nacionais: de uma parte, como fonte de emprego de vastos efetivos de mão-de-obra, notadamente de trabalhadores não-especializados; de outra parte, como consumidora de enorme variedade de mercadorias produzidas nos mais diversos nÃveis tecnológicos (argila, areia, pedras, cal, tijolos, telhas, madeiras, esquadrias de madeira e metálicas, cimento, ferro e aço laminados, estruturas metálicas, azulejos e ladrilhos, louças sanitárias, asfalto). Histórico: Na Idade Média destacou-se a Construção de catedrais, que exigia intensa organização de esforços, para obtenção de mão-de-obra especializada, criação de novas técnicas, transporte de materiais e mobilização de grande número de operários. O transporte de materiais influÃa consideravelmente no custo da obra: as cargas de pedras, de madeira e de outras matérias-primas de Construção representavam parcelas importantes do comércio regional e internacional. Nos tempos atuais, os fatores estimulantes do desenvolvimento da Construção civil foram o aumento da população urbana e o crescimento da indústria. A abertura de canais e estradas, reclamados pela revolução industrial, multiplicou e transformou a atividade de Construção. Datam de então, na Europa, as empresas imobiliárias e também o aparecimento do empreiteiro de obras como figura central da Construção de rodovias e ferrovias. Durante a década de 1920 ergueram-se os primeiros arranha-céus com estrutura de aço que se tornaram sÃmbolos do progresso dos Estados Unidos e das megalópoles de todo o mundo. Às inovações em materiais e técnicas surgidas então juntaram-se outras nascidas após a primeira guerra mundial. O concreto armado revolucionou a técnica construtiva. As clássicas fachadas de pedra ou ladrilho foram substituÃdas pelas de vidro, aço inoxidável, alumÃnio, metais esmaltados etc. Tornou-se de uso corrente máquinas para desmontar, aplainar e secar o solo, preparar as estruturas, instalar tubulações ou realizar funções semelhantes. Especialmente em edifÃcios é hoje comum o uso de peças pré-fabricadas. Novos conceitos arquitetônicos de recuperação do terreno entre os pilotis ou colunas do pavimento térreo, permitindo seu aproveitamento como terraços e jardins suspensos, exigiram tipos diversos de impermeabilização à base de betume e feltro e de lâminas metálicas, em que materiais especializados e o isolamento térmico tomaram lugar destacado. Aspectos econômicos da Construção. A indústria da Construção civil congrega uma grande variedade de empresas, que se diferenciam tanto pelo porte como pela atividade que desempenham. Essa indústria compreende dois grandes setores: o imobiliário e o de infra-estrutura e engenharia pesada. Para fins de análise econômica, costuma-se decompor a indústria da Construção civil em cinco grandes segmentos: vias de transporte (rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e metrô); obras hidráulicas (principalmente hidrelétricas e obras de saneamento); edificações; obras e serviços especiais; e outras obras. O setor imobiliário reúne as empresas públicas e privadas ligadas ao segmento edificações, basicamente as construtoras. O setor de infra-estrutura e engenharia pesada compreende os outros quatro segmentos. Antes de se iniciar qualquer Construção é necessário tomar uma série de decisões, como escolha do local apropriado, planta da edificação, estudo da viabilidade econômica e cronograma. Todos esses elementos são importantes e nenhum pode ser considerado isoladamente. Um dos pontos cruciais consiste em saber a que uso a Construção se destina. No caso de edifÃcios comerciais e lojas de departamentos, supermercados etc., em geral há necessidade de prévios estudos de mercado. Em seguida procura-se determinar qual será a utilização geral do prédio e a de cada uma de suas áreas. No caso de um grande centro comercial, por exemplo, há áreas destinadas à s lojas, áreas de circulação, estacionamento, segurança etc. Um projeto de escola deve considerar a clientela potencial e as diversas áreas segundo sua ocupação: salas de aula, ginásio esportivo, biblioteca, cantina etc. A localização do imóvel é também da maior relevância. Nesse particular devem ser considerados o preço do terreno, os impostos e taxas que incidirão sobre o imóvel, disponibilidade de recursos próximos, abastecimento de água e luz, esgotos, facilidade de transporte, zoneamento de ocupação urbana (residencial, comercial ou industrial) e proximidade do mercado, em caso de edifÃcios comerciais. Um supermercado, por exemplo, precisa saber com segurança a que distância se localiza seu mercado potencial. Já num projeto de edifÃcio de escritórios, é importante determinar a que distância passam as principais linhas de transporte. À medida que se levantam esses dados, vão surgindo também as vantagens e desvantagens da localização, que, sopesadas, indicarão a localização mais, dentre as que estão em estudo. A finalidade do projeto de arquitetura é dar a melhor solução possÃvel dentro dos limites do orçamento de Construção. Nesse aspecto consideram-se a relação entre a área do terreno e a do imóvel, bem como a relação entre ocupantes e área construÃda. Em seguida é definida a planta geral e as plantas setoriais, nas quais se descreve e ilustra o lugar, os materiais a serem usados, a estrutura, o equipamento mecânico e até mesmo a mobÃlia. Aqui consideram-se os materiais estruturais — madeira, aço ou concreto — a localização e a capacidade do sistema de ar condicionado, os elevadores e escadas rolantes, a iluminação, o encanamento, o sistema acústico e as cores mais indicadas para pintura. Traçadas essas linhas mais gerais é preciso chegar a especificações mais precisas: qualidade e quantidade de material, dimensões de cada área, acabamento das paredes e do teto, portas e janelas, pontos de luz e equipamentos de cozinha, banheiro etc. Essas especificações são incorporadas ao contrato de Construção, entre outras razões porque isso facilita a contratação de serviços a terceiros, como a instalação de equipamentos especiais. Uma vez assinado o contrato, inicia-se a Construção, dentro de um cronograma de obra e de custos. Todo esse trabalho preliminar é capitaneado pelo arquiteto mas conta com a participação de diversos outros técnicos, como engenheiros mecânicos, especialistas em custos e técnicos em iluminação, refrigeração e acústica. Uma das primeiras fases da Construção é a preparação da documentação necessária e dos contratos entre as várias partes, a fim de garantir a conclusão da obra. A utilização dos materiais apropriados ao tipo de Construção — considerando-se as especificações técnicas do projeto e o orçamento disponÃvel — é de capital importância. Há os materiais ditos estruturais — os mais resistentes, em geral elaborados em elementos de grandes dimensões e destinados a suportar a armação do prédio –, e os que formam as paredes e tetos, as instalações hidráulicas e elétricas, o revestimento e o acabamento do prédio. No primeiro caso estão o cimento e o concreto armado, o aço e o ferro, os diversos tipos de pedra, areia, madeira etc. Todos esses materiais têm em comum a função de servir de suporte aos do segundo grupo. Estes são os tijolos e telhas, as esquadrias de madeira e alumÃnio, as louças sanitárias, o aço inoxidável, o couro, o latão, o chumbo, o vidro, os têxteis etc. Alguns desses materiais têm função de proteção e servem para assegurar a longevidade da Construção. Sombini Arquitetura - Arquiteta Isabel Fernanda Sombini - Escritório e empresa de arquitetura e urbanismo, No Comments yet »Alimentação RSS de comentários a este artigo. URI do TrackBack Deixe um comentárioYou must be logged in to post a comment. |
![]() Powered by Guia-se Web Design |